Não me perguntem que voltas dá o nosso cérebro durante o sono ou nas fases REM para que me tenha lembrado deste editorial que aqui re-publiquei quase há quatro anos atrás mas que continua tão vivo como nessa altura.
Talvez tenha sido a visão de uma criança de 2 anos que tanto se lhe dá ver o Ruca na tv ou no iPhone do pai.
To a digital native, content is content and a screen is a screen.
Mas se pensarmos bem, um ecrã é muito mais do que isso. É um layer de descodificação de uma realidade. Nele e só nele é possível juntar as várias peças que fazem a informação e o entretenimento. Fora dele, essa realidade não existe. Ou existe? Mesmo sendo efémera?
“Where do bits go when they die?”
Antes do ecrã as imagens eram celulóide e mesmo sem projector podiam ser vistas nos negativos. Hoje não. E naturalmente esperamos que daqui a 50 anos um jpg continue a ser um jpg, caso contrário perdemos as nossas fotografias.
Por todo o lado temos ecrãs e a cada um damos uma utilidade diferente, em cada um temos uma experiência de utilização diferente. Por isso embirro que se chame TV aos projectos de digital signage. Também não chamo computador ao meu telemóvel apesar de nele fazer muitas das coisas que faço no pc.
What should the content look like? What should advertising look like? What should the experience metamorphose into? If we accept that the new conventions of playback include the suspension of caring about screen resolution for the sake of the audience’s own enjoyment, how must our creative attitudes change?
Pensemos no iPad, que para mim representa muito mais um conceito de utilização e uma nova abordagem que o gadget em si mesmo. Pensemos na experiência que será transportar connosco e em grande formato toda este layer de descodificação da nova realidade onde nos embrulhamos.
E isto é apenas o princípio.
“Do Screens Dream of Electric Sheep?”


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