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1 Comentário - COMENTAR »   Categorias:Podcast   Data: por Jorge Oliveira a 12/11/2006

Já por aqui dissemos que foi considerada a palavra do ano… o que talvez não tenhamos dito é que é um meio a dar cada vez mais atenção.

De cada vez que se fala da luta dos velhos meios contra os novos meios, fico sempre a pensar que falamos de novas formas de distribuição, mais do que novas formas de produção. Um jornal online só existe porque existe uma redação no sentido tradicional, uma tv online existe porque continuamos a ter operadores de camera e jornalistas e um podcast existe porque continuam a existir radialistas no sentido mais lato do termo.

Um podcast mais não é do que uma emissão de rádio, produzida por alguém, sobre qualquer assunto, e que fica disponível para download e audição no pc ou no leitor de mp3. E se de facto qualquer pessoa pode produzir uma emissão, também as rádios têm a possibilidade de alargarem o âmbito dos seus programas. Começando pelas rádios locais, regionais, universitárias e etc. Hoje em dia consigo ouvir quase todos os programas da Rádio Universidade Coimbra, onde quer que esteja, à hora que me apetecer e sempre que me apetecer.

Mas não só. Alguns programas da SIC Notícias estão também disponíveis neste formato. Acabaram as horas de espera pela repetição.
Para além do potencial de comunicação, devemos também considerar o potencial comercial. Anunciar num programa que nunca “acaba” é certamente mais interessante que a volatilidade dos intervalos publicitários.

Por outro lado pergunto-me porque é que as caixas digitais de tv não abordam este conceito e não o implementam? Será assim tão dificil ou tão pouco interessante em termos de mercado?

Se para si esta é uma area nova, aconselho uma visita ao iTunes e a subscrição de alguns podcast a seu gosto. Já disse que também existem programas de tv em formato podcast? Com imagem e tudo? E novelas? E series?

Bons programas!

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  • Começou-se a criar uma ilusão de que com os novos formatos e tecnologias iria acontecer uma revolução no modo como vemos e absorvemos o mundo audiovisual.

    “De cada vez que se fala da luta dos velhos meios contra os novos meios, fico sempre a pensar que falamos de novas formas de distribuição, mais do que novas formas de produção.“

    Nem mais. A diferença reside apenas e só onde vemos as coisas. O conteúdo permanece inalterado. Com isto concluimos que a predominancia está a ser dada aos conteúdos, e não ao formato em que eles são postos perante o público.

    Quer esteja no iTunes ou no Canal Fox, os fãs dos Simpsons irão querer ver mais um episódio. Não importa como.

    Comentado por Hugo Fernandes a 13/11/2006 às 01:17h
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