Tenho a certeza que concordam comigo quando digo que as viagens de avião se tornaram um martÃrio e um desconforto, tendo-se perdido todo o glamour da experiência. Deixando de lado os procedimentos de segurança, tudo o resto é uma demora – as filas, as correrias e a frieza dos espaços, o corre corre e o empurra. Não estamos no aeroporto… mas numa estação de camionagem dos anos 70.
Nestas alturas lembro-me com frequência da apresentação do Andy Budd sobre a experiência do utilizador e de como em muitos espaços essa preocupação é completamente deixada de lado. Tenho uma lista de novos cafés onde a qualidade do atendimento é inversamente proporcional ao cuidado posto no design e decoração do espaço.
Falo disto tudo a propósito dum artigo da FastCompany sobre o novo terminal 5 do JFK e dos cuidados que foram postos nesta experiência de utilização, desde o chek-in até à recolha de bagagem.
“People go to baggage claim expecting a dark, dingy basement, and instead find themselves in a gorgeous space. It’s so unexpected to be standing in this warm glow of color – it makes people happy.” Fiona Morrison
Podem ver algumas fotos nesta galeria.
Com esta conversa toda quero chegar à importância que deve existir na concepção dos espaços “públicos” e na experiência de utlização que vamos ou que queremos proporcionar e, ponto que nos toca especialmente, na boa integração dos canais multimédia nessa experiência, para além de outras formas de tecnologia.
Acreditamos que o canal é um elemento que faz parte de toda essa envolvência e não pode ser visto como apenas um ecrã pendurado num ponto de passagem ou de maior visibilidade, porque se assim for será sempre um elemento estranho. Desde a sua concepção até à estratégia de conteúdos, à s funcionalidades e “mimos” que queremos dar ao cliente, tudo deve ser pensado e sempre com a ideia de que estamos a promover uma experiência que só se torna válida se respeitar quem a vê.
Seja num aeroporto, numa loja ou numa repartição pública.


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