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Futurologia

3 Comentários - COMENTAR »   Categorias:Active Media,Broadcast,Businness,Publicidade,Tendências   Data: por Jorge Oliveira a 10/12/2008

Apetece-me fazer futurologia…

O blue-ray, apesar de ser o mais novo e promissor suporte físico de entretenimento, já está morto e ainda não deu por isso, e mais uma vez, porque aquilo que o consumidor quer é algo completamente diferente: acesso imediato, onde quer que esteja, a partir da “nuvem”, do seu disco rigido caseiro, do seu laptop, …

Os outros suportes vão seguir o mesmo caminho e escusam de pensar em alternativas. Estes suportes morreram. Basta olharem para os cd’s de audio que se acumulam nas prateleiras enquanto a música está tod dentro do leitor de mp3.

Atrás da mudança de comportamentos que vai levar ao fim dos suportes físicos, também os clubes de vídeo tal como os conhecemos vão fechar as portas e um dos grandes responsáveis serão as novas box’s digitais de televisão com o on-demand.

Também as estações de televisão serão mais produtoras de conteúdos em vez de broadcasters, que vão disponibilizar nas boxes os seus conteúdos, e eu que organize a minha “grelha” de emissão, à minha medida e gosto, com os programas de vários fornecedores. Será em definitivo a minha televisão, em oposição às emissões definidas pela estação.

Atrás desta mudança, o negócio de exploração publicitária passará para as mãos das “cabos”, enquanto agregadores de conteúdos, segmentada por programa, pela real audiência, pelo verdadeiro espectador, num modelo de negócio muito próximo do que existe hoje na internet.

Dentro de quanto tempo acontecerá isto? Já está a acontecer, de forma subtil, mas já está a acontecer.

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3 COMENTÁRIOS   Deixe aqui o seu comentário
  • [...] tendência desta época: falar das tendências e do que nos espera para o próximo ano. Depois da Futurologia caseira, aproveito o artigo do Armando Alves e deixo o link para as tendências da [...]

    Pingback ACTIVE.BLOG » Mais tendências para 2009 a 16/12/2008 às 12:52h
  • Já há muito tempo que ando a dizer isso. A única réstea dos horários de emissão serão as horas marcadas para a estreia de novos episódios. Mas isso tem de acontecer a nível global. O licenciamento de conteudos tem de deixar de estar do lado dos canais e passar para o lado das operadoras.

    O que tem piada é que a TDT parece já estar morta e ainda não chegou, pois infelizmente não tem largura de banda para permitir um stream muito grande de conteudos. Há uns 5 anos atrás teria sido um sucesso. Aqui no Reino Unido tive oportunidade de experimentar e sem bem que era agradável ter 30 canais gratuitos, tal como TV analógica o sinal era muito susceptivel a perdas e se não estás em linha de visão com o emissor estás lixado. A unica diferença é que um sinal digital com perdas pixeliza e bloqueia, enquanto que um analógico só ganha chuva, mas o som está quase sempre lá para ligar as perdas.

    Eu acredito que de futuro poderás subscrever tudo via um operador do tipo Cabo. Por exemplo os torrents são muito ineficazes. Há milhares de cópias do mesmo ficheiro em discos pelo mundo inteiro. Seria muito mais eficaz ter apenas uma cópia a que todos pudessem aceder em tempo real. E toda a gente com uma subscrição do operador teria direito a elas. O mesmo para filmes. Versões com definição standard seriam de acesso livre e pagarias por HD, 5.1, etc.

    Eu penso que não estamos muito distantes disto.

    Comentado por Bruno Figueiredo a 01/02/2009 às 12:07h
  • É interessante referires a questão da imagem digital porque é um ponto muitas vezes esquecido. Apesar das promessas de melhor imagem, é verdade que acabamos na maior parte dos dias a ver macro-blocos, pixeis e falhas de emissão a um nível a que já não estamos habituados no analógico. Ou seja, parece que andamos para trás quando esperamos andar para a frente.

    Quanto ao resto de acordo, não estamos longe, estamos cada vez mais perto e o artigo no Correio da Manhã é um sinal muito evidente dessa realidade.
    http://tinyurl.com/c3p6vn

    Comentado por Jorge Oliveira a 01/02/2009 às 12:18h
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