Este ano em Paris a Offf encontrou o seu melhor espaço e uma relação optima com o número de participantes. Depois das super-enchentes em Lisboa mal dimensionadas para o espaço disponível, este ano respira-se e circula-se. Mas não é só por dentro… a área de jardim circundante permite que os pique-niques se multipliquem em qualquer sombra e se possa andar de bicicleta ou dormir uma sesta.
A primeira edição da Switch realizou-se este ano em Coimbra, e realizou-se muito bem.
Não tive oportunidade de estar os dois dias mas o pouco tempo que lá estive foi muito bom por ter conhecido mais personas por detrás dos avatares e outras personas de que nunca tinha ouvido falar.
Lembram-se da banda que lançou primeiro o terceiro álbum para não passar pelo stress do primeiro? Hoje foi o primeiro dia da primeira edição da Ux-Lx… e se me dissessem que era a 14º eu teria acreditado.
E antes de me lançar a falar do workshop com Eric Reiss deixem-me dar os parabéns à organização e a toda a equipa, especialmente ao Bruno Figueiredo que desde inicio tem mostrado uma capacidade organizativa e uma visão do que queria fazer acima da média. Parabéns Bruno, somos orgulhosamente sponsors.
O segundo dia na Screenmedia Expo Londres 2010 foi mais dedicado ao Futuro e ao que por aí possa vir de interessante para os projectos de digital signage. Não deixa de ser reveladora de uma mudança de abordagem a forma como as conversas se organizaram este ano: Screen Science, On Screen e Screean Feed no primeiro dia, Futurology e Small Screen no último dia. A última edição foi mais: Retail, Technology, etc.
Não gostamos de palmadinhas nas costas. Não gostamos de quem diz que faz… e nada faz. Não apoiamos o derrotismo.
Acreditamos que as ideias são sempre melhores quando veem a luz do Sol, mesmo que não sejam tal e qual como as imaginámos. Gostamos de quem faz, de quem discute ideias e troca experiências.
Principalmente, continuamos a acreditar que “os novos portugueses”, empreendedores e aventureiros, merecem mais do que o nosso apreço, merecem o nosso apoio.
Foi por essa razão que apoiámos a Shift, desde a primeira edição e é por isso mesmo que apoiamos a UX Lx e também a Switch.
A UX Lx acontece já de 12 a 14 de Maio, em Lisboa e a Switch 15 e 16 de Maio em Coimbra.
Depois de um dia de Screen Expo, é evidente que as coisas mudaram e para melhor. Na maior parte das conversas já não sentimos a pressão do “meu equipamento é melhor que o do vizinho” para entrarmos no âmbito do “imagina como podes usar isto conjugado com aquilo”. É uma perspectiva completamente diferente de colaboração e parceria.
Durante a próxima semana realiza-se a ScreenMedia Expo em Londres, onde esperamos ver coisas novas e poder conversar com os players locais, porque nestas coisas, nada como uma boa conversa de partilha de experiências em mercados apesar de tudo tão diferentes.
Tal como costuma acontecer, prometemos ir dando conta do que se for passando.
Há muitos anos atrás apresentaram-me um livro de nome Caos, onde li a famosa metáfora sobre uma borboleta em Tóquio e uma tempestade em NY. Ou se quisermos adaptar ao dia de hoje, a tempestade que um vulcão na distante Islândia pode provocar na Shift em Lisboa, com a impossibilidade de muitos oradores e participantes não poderem estar presentes.
Aproveitemos o que fica.
Das apresentações de hoje recomendo que leiam a de André Vascelarri sobre Digital Branding. Há ali muito sumo e muito que ler, reter ou aprender. Posto de forma muito simples, tendo a resumir tudo a uma frase:
“Branding isn’t playing a role – Just be yourself”
Ainda assisti à apresentação de Joshua Sierles que falou da sua experiência de Trabalho em viagem e das razões que o levaram a isso. As viagens ensinam-nos a quebrar barreiras, preconceitos, a viver com outras culturas e em outras culturas e o que isso pode fazer pelo nosso pensamento e pela abertura das nossas ideias é impagável.
E se pensarmos bem, hoje teremos até mais facilidades de viajar “eternamente” sem perder o contacto com uma actividade profissional do que tínhamos há vinte anos atrás. É como ser uma espécie de Willy Fog no século XXI.
O fim do dia foi animado com a apresentação do André Ribeirinho que como não podia deixar de ser, levou e abriu uma garrafa de vinho no inicio da apresentação e partilhou com os presentes.
E assim se passou o primeiro dia. Amanhã há mais, ainda mal sabemos com quem, mas com alguém será.
E assim aprendemos que a Islândia é mais perto do que se pensa, que os comboios afinal são coisas boas e que viajar de ante-véspera não é assim tão má ideia.
Lá dizia a minha avó… dantes, no meu tempo, a Primavera era anunciada pelas andorinhas. Hoje faltam as andorinhas mas a Primavera anuncia-se com as obras dos vizinhos e com as conferências.
Do total marasmo temos hoje uma oferta ampla em temas, locais, organizações, etc. E acima de tudo, temos conferências organizadas por gente nova, que traz ideias novas, sangue fresco.
Realizada pela 2ª vez em Madrid, a Total Media é, como todas as outras feiras do sector, mais interessante pelas conversas, networking e apresentações do que propriamente pela mostra de tecnologia, mais vulgarmente designada por fancaria electrónica que mais nos baralha que ajuda. Mas também pode dar ideias.
Os vídeos das apresentações, como sempre, estão prometidos para breve… mas como sempre… estão prometidos. Mas, mesmo um pouco mais tarde que o prometido, deixo as minhas impressões.