Acabei de ver na apresentação da Pacifica o trabalho para o filme Suicidio Encomendado e tenho a certeza absoluta de que não devo ser a única pessoa do mundo que já tinha tido esta ideia e eventualmente escrito uma breve sinopse para um dia fazer um filme.
Mas ficou na gaveta e lá tem estado. Não aproveitei a oportunidade, não corri o risco de falhar. Mas alguém o fez. E com sucesso.
Mais uma vez… vamos correr riscos e “fail gracefully”?
No mesmo painel da manhã, outros estudios portugueses mostraram trabalhos e os Musa trouxeram só os trabalhos rejeitados acompanhados das perguntas: too trendy? too fashion? Too avant-garde? Go figure.
Os riscos correm-se a dois. Pelo estudio ou agencia e pelo cliente. Mas alguém tem que tomar a iniciativa. Como em tudo na vida.
A menina dança?
Quando as apresentações de projectos se começam a tornar banais e não há nada que não envolva um chão interactivo ou algo do género, fica na memória a apresentação de Neville Brody e o seu eterno apelo à inovação, ao correr riscos, ao rasgar de posições assumidas para o descobrir de novos caminhos.
Nunca como hoje este apelo faz sentido. Vivemos numa redoma de posições confortáveis, de propostas adequadas a um sentimento de que assim serão aprovadas, sem rasgos, sem criatividade, mortas à nascença por prazos apertados, de tudo pedido para ontem. E nunca nos perguntamos até onde isso vai ser a morte do próprio projecto. E se muitas vezes temos essa noção, é cada vez mais complicado passar essa importância para o lado do cliente.
Se olharmos para trás, para a história em geral, que é que ficou? O que é que marcou? O que podemos aprender com os nossos erros? E se não erramos é porque não arriscamos certo? Vamos correr riscos então?
Voltarei aqui mais tarde.
Entretanto cliquem por aqui e deliciem-se com este universo surrealista.
Tal como vem sendo hábito (será apenas o segundo ano mas já se pode assumir o hábito) nos próximos dias 7, 8 e 9 de Maio estaremos na Offf 2009 e por isso encerraremos portas físicas. A porta do email essa está sempre aberta e ao vosso dispor.
Se passarem por lá e quiserem combinar um café ou uma troca de impressões, disponham.
Pela primeira vez, talvez por causa do dito hábito, vou sem expectativas, e só esta semana dei conta de que já era esta semana. A correria dos últimos tempos com a entrega de novos trabalhos e a conquista de novos projectos tem-nos (felizmente) tirado o fôlego, que espero recuperar com esta injecção anual de criatividade e devaneios próprios da Offf.
Por aqui, no twitter e no flickr daremos novidades e provas de vida.

Acabam de aterrar na minha secretária. Mais um ano e lá estaremos em bloco. Encontramo-nos por lá?

Como já era esperado, a edição de 2009 do Offf volta a Lisboa. Segundo me informaram, podem esperar este cenário por mais um bom par de anos, pelo menos.
Esperemos que as coisas que não correram tão bem sejam corrigidas, nomeadamente a disposição das pessoas na sala principal… Ou melhor, era bom que quem fosse ao evento pudesse realmente VER os intervenientes em vez de parecer que tá em casa a ver ver televisão.
Por outro lado espero que se mantenham todos os valores a que o Offf nos tem já habituado. Esta espécie de open source de conhecimento. É relamente algo cativante…
Fiquem atentos para mais informações ;)
www.offf.ws