
Apetece-me fazer futurologia…
O blue-ray, apesar de ser o mais novo e promissor suporte físico de entretenimento, já está morto e ainda não deu por isso, e mais uma vez, porque aquilo que o consumidor quer é algo completamente diferente: acesso imediato, onde quer que esteja, a partir da “nuvem”, do seu disco rigido caseiro, do seu laptop, …
Os outros suportes vão seguir o mesmo caminho e escusam de pensar em alternativas. Estes suportes morreram. Basta olharem para os cd’s de audio que se acumulam nas prateleiras enquanto a música está tod dentro do leitor de mp3.
Atrás da mudança de comportamentos que vai levar ao fim dos suportes físicos, também os clubes de vídeo tal como os conhecemos vão fechar as portas e um dos grandes responsáveis serão as novas box’s digitais de televisão com o on-demand.
Também as estações de televisão serão mais produtoras de conteúdos em vez de broadcasters, que vão disponibilizar nas boxes os seus conteúdos, e eu que organize a minha “grelha” de emissão, à minha medida e gosto, com os programas de vários fornecedores. Será em definitivo a minha televisão, em oposição às emissões definidas pela estação.
Atrás desta mudança, o negócio de exploração publicitária passará para as mãos das “cabos”, enquanto agregadores de conteúdos, segmentada por programa, pela real audiência, pelo verdadeiro espectador, num modelo de negócio muito próximo do que existe hoje na internet.
Dentro de quanto tempo acontecerá isto? Já está a acontecer, de forma subtil, mas já está a acontecer.